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"Comecei vendendo queijos com 10 anos"...minha história como empreendedor!

Antes de mais nada, deixa eu te contar que sou chileno, moro no Brasil há 6 anos. Decidi morar aqui porque, além da minha esposa ser brasileira, o Brasil me encantou!


O Chile é um país muito bom para morar, moderno e tudo mais, mas o que mais gostei do Brasil foram as pessoas, da atitude delas, você pode manter uma conversa legal com todos, são alegres, simpáticos, amigáveis e o melhor de tudo, o brasileiro é um empreendedor nato.


O brasileiro não fica chorando o leite derramado, ele "levanta, sacode a poeira" e inventa um negócio. E disso, eu gostei muito! Acho que me senti identificado.


Empreender é algo de família, meu avô foi um empreendedor, meu pai foi um empreendedor e foi ele quem me incentivou a empreender. Quando tinha mais ou menos uns 10 anos, meu pai comprava queijos de um produtor rural no sul do Chile.


Ele queria comprar em maior quantidade para o frete valer a pena e ganhar desconto, daí me incentivou a pensar em vender queijos para as pessoas conhecidas. Funcionava assim, ele comprava queijos para consumo da nossa família e o resto eu vendia para os conhecidos.


Lá no Chile se come muito um tipo de queijo chamado "Queso Mantecoso", aliás, é 100% chileno. Como o nome diz, ele é mais amanteigado, semi macio, maturado por 20 dias. Você pode praticamente amolecer como se fosse manteiga mesmo e é super difícil de laminar, por isso é vendido em pedaços. Na verdade, nunca comi um queijo parecido aqui no Brasil.

"Queso mantecoso" típico do Chile. Vai muito bem com vinho, claro!


O mais engraçado era que eu sempre estava no “lucro”. Era meu pai quem pagava pelos queijos, que eram a minha matéria prima.


Ainda havia alguns custos com transporte e embalagem, que eram meus custos diretos. Quase não haviam custos indiretos. Mas qual era o problema? Para mim, nenhum, já para o meu pai…eu não pagava nenhum dos custos, era o meu pai quem pagava.


Eu calculava o preço considerando um lucro apenas sobre a minha matéria prima, não incluía os custos diretos. Claro! Eu tinha 10 anos.


Eu calculava o preço considerando um lucro apenas sobre a minha matéria prima, não incluía os custos diretos. Claro! Eu tinha 10 anos.

Mas alguém pagava por isso, meu pai. Eu não me preocupava em pagar o custo do queijo, do frete, da embalagem, de nada. Só me preocupava em ganhar o lucro, que de fato era meu “salário”. Claro que para o meu pai nada disso era um grande problema, ele queria que eu visse o resultado do meu esforço, do meu trabalho.


Com o tempo compreendi que devia considerar também esses custos no meu preço. E foi um ótimo aprendizado, além de divertido. Porque eu tinha de ligar para a fazenda e fazer os pedidos, o produtor me perguntava: "você vai querer cupom ou nota fiscal?" E eu, "quê?" Aí corria para perguntar ao meu pai: "de qual a gente precisa?”, "Cupom!" Dizia ele.


Demorei alguns anos para entender a diferença.


Eu comecei a conhecer o meu mercado e os meus clientes. Tinha uma carteira recorrente com meus professores da escola e meus tios. Tinha até alguns pais de colegas que compravam comigo, meu foco eram os adultos. Comecei a diversificar e vender queijos com sabores, orégano, pimenta, especiarias, etc.


Tinha uma preocupação adicional com a embalagem. Comprava um papel bem resistente para que quando o cliente pegasse o queijo não ficasse com gordura nas mãos. Tinha sacolas específicas para cada um tipos que vendia.


E também havia entregas a domicílio, às vezes tinha de caminhar vários quilômetros, outras meu pai me levava de carro. E para os professores da escola, claro, entregava durante a semana, ia até a sala dos professores, conversava um pouco com eles. Isso era o pior de tudo, porque eu sempre fui muito tímido, e ainda criança ter que conversar com meus clientes adultos cada vez que fazias as entregas, imagine…mas no final das contas, isso também me ajudou bastante.


E assim foi uma época legal da minha vida e de muitos aprendizados, onde soube o que era trabalhar, como vender e como conhecer meu cliente.


Na faculdade, abri o meu primeiro negócio formal e junto vieram os primeiros desafios.


Em 2006 entrei na faculdade para estudar economia. Mas eu sempre digo que embora meus estudos tenham me ajudado muito no aprendizado da teoria da gestão de negócios, foi a prática e a vontade de empreender que me fez um especialista em Gestão de negócios e Finanças.


Até porque, vou te confessar que a minha primeira opção não era estudar economia, eu gostava mesmo era de música. Tocava vários instrumentos, mas principalmente guitarra.

Eu sabia que não iria viver de música, mas queria ter o meu negócio, trabalhar com liberdade e, com 17 anos, achava que o melhor era estudar Engenharia em Som!


“E isso existe?" Você talvez se pergunte, a resposta é sim, acredite, existe! É o engenheiro de som que traça planos acústicos para construção civil, desenha esquemas de som para eventos, casas de festas, etc.


Eu achava que esse seria meu futuro, trabalhar com equipamentos de áudio e video, som profissional, equipamentos de gravação de última geração, até produção musical, quem sabe…


Bom, para mim isso fazia muito sentido, até que…tive uma conversa com a minha mãe que me fez pensar melhor sobre ter oportunidades reais de trabalho e uma carreira nesse ramo. Ela sugeriu, "e que tal você estudar algo mais genérico e fazer uma especialização, em algo tipo…economia?” (que no Chile se chama "Ingeniería Comercial")


Eu pensei bem no assunto e realmente fazia sentido, afinal, eu queria ser autônomo, ter o meu próprio negócio, quanto mais opções, melhor para mim. Fui estudar economia!


E lá no meio da faculdade, em 2008, dei início ao meu primeiro negócio, adivinhe de quê?

Música! Isso mesmo, uni a minha paixão com a vontade de empreender e comecei meu primeiro negócio, um e-commerce de instrumentos e musicais e acessórios.


E nesse, meu pai já não pagava todos os custos...rs.


Queria ter autonomia e mais tempo para outras coisas. Isso foi a base para empreender e ter a minha empresa.

Nesse ano o mundo estava entrando numa crise gigantesca, a crise subprime. Você pode imaginar o tamanho do desafio que eu tinha pela frente, mas acredite ou não, o meu maior desafio não foi a crise!


“Não? Como assim?” Não, meu maior desafio era não ter uma estrutura que sustentasse o meu negócio. Como assim?


É o seguinte, quando você constrói uma casa, você quer que ela seja bonita, atrativa e aconchegante e isso você consegue com um bom projeto arquitetônico, acabamentos e decoração, mas nada disso adianta se antes você não bate estacas, levanta pilares, paredes, reboca, concreta uma laje…certo?


Então, os acabamentos e decoração eram o meu produto, meu amplo conhecimento técnico dos instrumentos e seus acessórios, isso fazia com que meu negócio fosse atrativo e isso era retribuído pelos meus clientes.


Mas, aí veio o desafio, eu não sabia de um monte de coisas que serviriam para sustentar meu negócio ao longo do tempo: as estacas, os pilares, as paredes.


Por exemplo, não sabia montar um fluxo de caixa, precificar, calcular meu lucro, pensar de forma estratégica, criar um modelo de vendas, fazer um marketing vendedor, montar uma equipe, etc..., dito de outra forma, …eu tinha apenas o conhecimento técnico e a vontade de ter meu próprio negócio, de empreender.


Bem, apesar desses desafios, não me dei por vencido! Algo que me ajudou foi minha formação em economia, é verdade, mas foi só isso? Não! Essa era a parte teórica. Sabe o que mais me ajudou?


Meu maior desafio não foi a crise! Não, meu maior desafio era não ter uma estrutura que sustentasse o meu negócio.

Foram três coisas,


(1) Me rodear de empreendedores que já tinham passado por esses desafios com sucesso;

(2) Encher a minha cabeça de conhecimento;

(3) Aplicar tudo isso no meu negócio.


Aliás, foi na prática onde mais aprendi.


Com muito esforço e persistência, aprendi a lidar com os desafios de ser um empreendedor e o melhor de tudo, finalmente criei uma estrutura financeira, comercial e tracei estratégias.


Hoje, mais de 12 anos depois, me tornei um especialista em Finanças, Estratégias, Gestão de empresas e Processos Organizacionais. Além de ter a minha empresa, desde o início da minha carreira trabalhei com empresas familiares, onde atuava diretamente na gestão, como sócio e conselheiro, ajudando na tomada de decisões e na resolução de conflitos.


Sou professor licenciado pela UTEM, Universidad Tecnológica Metropolitana del Estado de Chile, onde dava aulas em cursos de Administração, Economia, Comércio Internacional e Contabilidade. Foi aí onde descobri que minha paixão é ensinar e ajudar outros empreendedores a gerir melhor seus negócios e construir uma estrutura para crescer, transmitindo todo o conhecimento valioso que fui adquirindo ao longo da minha carreira, superando os desafios próprios do empreendedorismo.


Como consultor atuo na área financeira, estratégias de negócios, área comercial. Sou CEO e Fundador da Conselho Consultoria de Negócios®. Também atuo como palestrante, mentor de empreendedores e professor de negócios.


Hoje quero te mostrar como aprendi a estruturar, gerir o meu negócio e ajudar os meus clientes a criar modelos que vendem e geram lucro. Tudo se resume à 5 pilares fundamentais, a arte de empreender, ter o total controle das finanças, vender com alto valor agregado, ter a visão 360º do negócio e pensar estrategicamente.

Foi daí que criei o Método Lucro no Bolso. Com ele você vai se tornar num melhor gestor financeiro e vai poder organizar as finanças e mante-las sob controle.


Por isso, quero te convidar a me seguir nas redes sociais onde dou dicas valiosas para aplicar o Método Lucro no Bolso no seu negócio. Vem comigo nessa jornada!


Grande abraço!


Matías.

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Sobre o Autor

Matías Moreno de la Maza

Economista com mais de 12 anos empreendendo, especialista em Finanças, Estratégias, Gestão de empresas e Processos Organizacionais.

Comecei minha vida de empreendedor muito cedo, onde descobri que minha paixão é ensinar e ajudar outros empreendedores a gerir melhor seus negócios e construir uma estrutura para crescer, transmitindo todo o conhecimento valioso que fui adquirindo ao longo da minha carreira.

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